O Que Nos Dizem os Estudos sobre Ganoderma Lucidum

Acompanhando o aumento de popularidade um pouco por todo mundo, recentes estudos sobre o Ganoderma lucidum (mais conhecido por Reishi) têm confirmado os benefícios deste cogumelo, que parece não ter efeitos secundários significativos.

Hoje, sabemos que este cogumelo medicinal contém diversos compostos ativos (ou seja, os compostos que demonstram ter efeitos medicinais), tema sobre o qual pode ler mais clicando aqui.

Ao nível do sistema imunitário, estudos sobre o Ganoderma lucidum publicados na revista American Journal of Chinese Medicine demonstram que os seus polissacarídeos têm efeitos benéficos para o organismo: o efeito de imunomodulação, responsável por estimular a resposta do sistema imunitário, o efeito antiangiogénico, que inibe o crescimento de novos vasos sanguíneos e o crescimento tumoral, e ainda o efeito citotóxico, ou seja, a destruição de células específicas. Um artigo mais recente, de 2015, na revista Molecules, vem reforçar esse efeito antitumoral.

Noutro estudo, publicado em 2009, os triterpenoides ativos do Reishi, compostos naturalmente produzidos pelo cogumelo, terão demonstrado inibir a libertação de histamina. A histamina é um composto presente no organismo humano que é libertado durante uma reação alérgica e, ao evitar a sua libertação, o Reishi demonstra ter efeito antialérgico. Estes triterpenoides inibem ainda a síntese de colesterol. Ganoderma lucidum poderá também contribuir, assim, para evitar elevados níveis de colesterol no sangue.

Estudos em animais levados a cabo por dois grupos de investigação em 2007 e 2009 demonstraram ainda que as frações de polissacarídeos presentes em Ganoderma lucidum podem estar associadas à redução dos níveis de glicemia. Além disso, é ainda citado pelo mesmo estudo o efeito anti-hipertensivo.

Com efeitos positivos em sistemas tão diferentes do organismo, muitos dos quais estão associados a doenças de elevada prevalência a nível mundial, é natural que este cogumelo medicinal continue a estimular investigações científicas. E é nesta secção da Micoacademia que vai continuar a encontrar as últimas informações e novidades na área da Micoterapia.