O Essencial Sobre as Potencialidades Medicinais de Ganoderma Lucidium

Estudo Potencialidades Medicinais de Ganoderma Lucidium

Amplamente utilizado na medicina oriental, a utilização do cogumelo Ganoderma lucidum, também conhecido por Reishi (Japão) ou Língzhi (China), na medicina ocidental tem registado um forte crescimento devido à existência de maior evidência face às suas potencialidades medicinais.

Os componentes deste cogumelo medicinal têm sido amplamente associados a benefícios no tratamento do cancro, diabetes mellitus e dislipidémia, com resultados também ao nível do reforço do sistema imunitário e redução da inflamação.

 

Para além do seu valor nutricional, alguns cogumelos são bastante utilizados na área da saúde, em especial na Medicina Tradicional Chinesa, que há milénios promove a utilização de Ganoderma lucidum devido às suas propriedades medicinais.

No mundo ocidental, o uso medicinal deste cogumelo tem registado também um forte aumento devido, por um lado, ao maior número de estudos e ensaios que evidenciam as suas potencialidades medicinais e, por outro, ao crescente número de patologias crónicas, o que leva os profissionais de saúde a procurar estratégias terapêuticas naturais, eficazes e seguras para tratamento e prevenção destas doenças.

Devido ao seu elevado número de metabolitos bioativos, muitos são os efeitos farmacológicos de Ganoderma lucidum, nomeadamente ao nível da ação imunoestimulante, antitumoral, hipoglicemiante, dislipidémica, antiaterosclerótica, anti-inflamatória, antialérgicas, antioxidantes, hepatoprotetoras, antivirais, analgésicas, antiulcerosas, entre outras. Sendo os seus principais constituintes os polissacáridos de elevado peso molecular e triterpenos, o Ganoderma lucidum tem também outros componentes relevantes como glicoproteínas, esteroides, aminoácidos, proteínas, alcaloides, ácidos gordos insaturados e sais minerais.

 

PROPRIEDADES MEDICINAIS

Ação imunoestimulante – Os imunoestimulantes são produtos que melhoram e estimulam o funcionamento do sistema imunitário com o objetivo de que este ganhe resistência a células desconhecidas ou malignas num processo que se denomina por imunoterapia, amplamente utilizado e divulgado na área da oncologia e cujos resultados são francamente promissores.

Ganoderma lucidum tem sido alvo de diversos ensaios, in vitro e in vivo, que evidenciam o seu elevado potencial antitumoral, levantando a possibilidade de poder ser utilizado como terapêutica complementar em oncologia. Os triterpenos presentes neste cogumelo possuem uma ação antitumoral atuando por três mecanismos: citotoxicidade, citostaticidade e indução da apoptose. Já os polissacáridos devem a sua ação antitumoral à sua capacidade imunoestimulante. Os ensaios realizados até à data permitem concluir que o Ganoderma lucidum possui potencial para auxiliar a resposta a tratamentos anticancerígenos e, ainda que não exista evidência suficiente para a utilização do cogumelo como terapêutica de primeira linha no combate ao cancro, pode ser útil como terapêutica complementar em associação à quimioterapia ou radioterapia. É que os extratos de G. lucidum comprovaram-se capazes de diminuir igualmente o potencial metastático, impedindo a formação de complexos multiproteicos capazes de estimular a proliferação e crescimento tumorais, a angiogénese e a formação de metástases.

Ação hipoglicemiante

Diversos metabolitos do cogumelo Reishi evidenciaram ter propriedades hipoglicemiantes, nomeadamente os polissacáridos, glicoproteínas e triterpenos. Em ensaios in vivo, os polissacáridos têm evidenciado uma excelente capacidade de incrementar os níveis plasmáticos de insulina e diminuir os níveis de glucose. Num ensaio clínico com 71 adultos com diabetes mellitus tipo 2, divididos em dois grupos – um grupo de placebo e outro com 1800 mg de GanoPoly® 3 vezes/dia, 2 semanas – o que tomou GanoPoly® demonstrou alterações na quantidade de insulina e de peptídeo C em jejum e pós-prandial e redução dos níveis de glucose plasmática e hemoglobina glicada. Estes resultados são promissores e apontam as boas potencialidades deste cogumelo como hipoglicemiante.

Ação dislipidémica

Apesar de ser das propriedades menos exploradas, diversos ensaios confirmam a utilização de Ganoderma lucidum como potencial dislipidémico. Um ensaio clínico aleatorizado, dupla ocultação e cruzado, no qual 14 pessoas tomaram 2 cápsulas de 360 mg de extrato aquoso de G. lucidum com dois ingredientes ativos (adenosina e GA-A), duas vezes/dia, durante 12 semanas, verificou-se uma diminuição dos níveis plasmáticos de lípidos, com alterações significativas nos níveis de HDL (aumento de 24%) e de triglicéridos (diminuição de 8%), demonstrando ainda propensão para reduzir os níveis de LDL. Estes resultados potenciam a utilização de Ganoderma lucidum no tratamento das hiperlipidemias.

OUTRAS POTENCIALIDADES

No âmbito da ação anti-inflamatória, o cogumelo e os seus metabolitos têm sido alvo de diversos ensaios in vitro, sendo necessário que se realizem ensaios in vivo para comprovar a sua eficácia como potencial agente anti-inflamatório. Efeitos antialérgicos, antioxidantes, hepatoprotetores, antivirais, antimicrobianos, analgésicos e antiulcerosos são também referidos como potencialidades do Ganoderma lucidum. Além dos compostos supracitados, este cogumelo possui ainda uma elevada quantidade de aminoácidos essenciais que parecem promover o equilíbrio entre o status antioxidante e a produção de radicais livres pela regulação positiva dos genes relacionados com enzimas antioxidantes, o que evidencia a sua utilidade como agente antienvelhecimento. É que a ação antioxidante de Ganoderma lucidum associada aos ensaios que demonstram a sua capacidade como agente fotoprotetor, antimicrobiano e ainda supressor de mediadores inflamatórios, tem levantado a possibilidade de que os extratos deste cogumelo possam ser usados como ingrediente para formulações tópicas a nível do controlo e supressão da hiperpigmentação, da redução da inflamação cutânea e da prevenção do fotoenvelhecimento da pele pela radiação UV.

No que respeita à hepatoproteção, esta propriedade parece estar intimamente ligada à ação antioxidante. No âmbito das atividades antivirais do G. lucidum estas têm sido maioritariamente exploradas em relação aos Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), ao vírus do Herpes Simplex e ao vírus Epstein-Barr. No VIH destacam-se os triterpenos, que inibiram quer a transcriptase reversa, quer a protease, enzimas essenciais na replicação do vírus. No Herpes, foi identificado um proteoglucano que inibiu a sua replicação através de uma atuação nas capacidades virais de absorção e invasão das células alvo. No Epstein-Barr voltam a estar em destaque os triterpenos, que parecem inibir significativamente a ativação dos antigénios virais e diminuir a atividade das telomerases, enzima que se encontra sobre-expressa em 85-90% das células tumorais.

A maioria dos ensaios realizados com produtos naturais focam sobretudo aspetos de eficácia, existindo menos dados disponíveis relativamente à segurança, tolerabilidade, interações e possível toxicidade dos produtos. No entanto, existem ensaios nos quais se solicitou que os participantes reportassem efeitos secundários, alterações físicas ou comportamentais que pudessem ter ocorrido no decurso do ensaio, sendo estes os responsáveis pela informação existente relativa à segurança do Ganoderma lucidum. Significa isto que a maioria dos ensaios existentes relativos à toxicidade daquele cogumelo têm comprovado a sua alegação como não tóxico.

Comprovadas as diversas potencialidades deste cogumelo – com especial destaque nas ações no sistema imunitário, cancro, diabetes mellitus, dislipidémia e inflamação – e dos seus principais componentes ativos, fica em aberto a utilização em larga escala do Ganoderma lucidum na medicina ocidental, particularmente no tratamento e prevenção das doenças de elevada prevalência que ensombram o atual panorama da saúde mundial.

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