Micoterapia é a aplicação de cogumelos com propriedades terapêuticas, ou seus derivados, na saúde humana.

O QUE É A MICOTERAPIA

Há vários relatos da associação de cogumelos à terapêutica ao longo da história. Foram encontradas evidências de que o Reishi ou Ganaderma lucidum – um dos cogumelos medicinais mais conhecidos – já era mencionado há mais de 2000 anos (dinastia Han). Apesar de o uso na Antiguidade ser empírico, estudos científicos recentes têm vindo a fundamentar as crenças associadas a estas terapêuticas, podendo levá-las a um maior número de pessoas.

Tendo vários estudos publicados e em desenvolvimento, a área continua hoje em crescimento. Diferentes componentes destes fungos já passaram por ensaios clínicos de fase I, II e III, sendo extensamente utilizados no continente asiático.

Ao longo dos últimos anos, o foco da investigação tem-se baseado principalmente na modulação do sistema imunitário e na ação anticancerígena. No entanto, com o progredir da investigação, um maior leque de benefícios tem vindo a comprovar-se, nomeadamente a regulação dos níveis de glucose sanguínea, ação antioxidante, antibacteriana, antiviral e proteção de lesões gástricas e hepáticas.

Deste modo, a micoterapia tem por base o uso e aplicação de soluções naturais e orgânicas, cuja finalidade é reduzir consideravelmente os efeitos secundários associados a tratamentos convencionais.

Atualmente, mais de 100 tipos de cogumelos são utilizados na medicina. Esta grande diversidade relaciona-se com as propriedades terapêuticas das diferentes espécies e permite alargar o espetro da Micoterapia.

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